28 de setembro de 2012

EQUILIBRIO EMOCIONAL/ PASSIONAL por Charmoso Canalha

Então você decide iniciar um relacionamento. A sua situação se enquadra mais ou menos nesse contexto: Você é adulto, de razoável condição financeira, e aparência mediana. A sua vida amorosa vem precedida de uma série de relacionamentos conturbados, a maioria deles foram mal-resolvidos, e muito vagos, quando os motivos de término destes são questionados. Durante esses intervalos de um relacionamento para o outro, houveram envolvimentos casuais, de curta duração, sem ter muita credibilidade e nem apostas altas sentimentais com relação ao futuro. Ou talvez alguns destes envolvimentos até passaram a ser relacionamentos. Depois de tantos casos e acasos, você sente essa necessidade de estar realmente próximo de alguém. Também, depois desse histórico passional vivido, você aprendeu a se tornar mais seletivo em alguns aspectos, e tudo isso com o intuito de evitar desilusões outrora vivenciadas, ou de cometer os mesmos erros, pois você sente que esse seu investimento afetivo atual é algo que vale a pena arriscar e se empenhar para que seja tudo perfeito, na sua concepção. Você identifica todos os requisitos anteriormente buscados por você em outra pessoa, feito que o impulsiona ainda mais a seguir em frente com o seu objetivo.
A questão é: Você já começou errado. É natural que estejamos todos condicionados ao reparo de nossos erros, e nessa ânsia de corrigí-los, nos nutrimos de eperanças vãs, que nos desviam dos defeitos da outra pessoa, e nos impossibilitam de enxergar com maior clareza e maior amplitude. Depois de um certo período de tempo, a sua confiança é tal, que a sua desonfiança é repudiada por si próprio, e listada com um defeito seu. O problema é que, não é somente você que está sujeito às falhas e exposto aos impulsos de caráter antagônico à honestidade, fidelidade, e bom-senso. Você não é o primeiro na vida de tal pessoa, e é bem provável de que não será o último. Assim como você, ela também tem um histórico de apaixonamentos e/ou relacionamentos, tenham sido eles bem-sucedidos ou não. Caso algum erro tenha sido cometido por outrem, e descoberto por você, você não está de forma alguma preparado para suportar, e muito menos ainda preparado para superar.

Note que, a sua desconfiança, outrora renegada, de certa forma, o preparava para maiores danos emocionais ocasionais. E, como você deve imaginar, o impacto é bem maior quando se baixa a guarda. No fim das contas, a confiança total é o que induz ao erro por parte da outra pessoa, justamente por notar que você está completamente apegado, passível de domínio, e sem nenhum reforço de equilíbrio qualitativo interior. Depois de mais uma vez derrotado, o que ainda te restará? Bebidas? Drogas? Suicídio? De que valeu a sua vida até aqui? De que valeu a sua luta até aqui? Por quantas decepções você ainda terá que se submeter até aprender? Você ainda pensa em fazer tudo da mesma forma que fez anteriormente? Que tal da próxima vez você fazer exatamente tudo o contrário do que você já havia feito? Sua vida não acabou. Você não é único. Você já passou por isso. Se você continuar com o seu ritual de auto-flagelação, você será apenas mais um inútil querendo se sentir inútil. Não baixe a sua guarda novamente em hipótese alguma.

A realidade não é bela, não é perfeita, e não é especial. Tudo se resume ao ato de nunca se dedicar única e inteirmente a quem quer que seja, independentemente do nível de relacionamento alcançado. É um gesto altruísta e simultaneamente egoísta, pelo simples fato de que você terá de reter o máximo de tudo aquilo que você reserva de bom para alguém, pois, qualquer alguém, uma hora ou outra, irá te decepcionar. Se o seu total apego nunca estiver sido alçado, o apego total da outra pessoa será possível de ser instaurado. De certa forma, você abdica de tudo aquilo que quer sentir, para que outra pessoa possa sentí-lo. Mas você faz isso também para não ficar completamente vulnerável às eventuais e variadas decepções no decorrer do relacionamento. Porém, se em algum momento você dispor e usufruir do total apego de alguém, você terá, por obrigação, que retribuir proporcionalmente a dedicação e a fidelidade concedida a você. Mas ainda assim, mantendo sempre o pé atrás.  


By: Charmoso Canalha.


Bem, publiquei esse grande e memorável texto em homenagem a um grande parceiro do "movimento da masculinitude"; os créditos são inteiramente  dele: CHARMOSO CANALHA - uma página do facebook onde um homem expressa suas grandes ideias, assim como eu faço aqui no atitudes masculinas, recomendadíssimo, quem não conhece, o link da página dele é o seguinte: http://www.facebook.com/charmosocanalha ; já sugeri ao sacana pra criar um blog, tá quase convecido a fazê-lo.

Não vou revelar a verdadeira identidade dele, a não ser que ele não se importe, no caso dou uma editada aqui.

Abraços

4 comentários:

  1. O cara deveria escrever um blog mesmo. Mandou bem pra caramba.
    Acho que para um relacionamento bom é necessário:
    1-Seguir seus instintos em tudo na sua vida, é nessas situações que você encontra pessoas com mais parecidas com a gente.
    2-Aproveite e se divirta, entre de cabeça mas não se deixe levar.
    3-Nunca fique remoendo nenhuma desconfiança, converse e esclareça.
    4-Quando começar a complicar pense seriamente se está dando certo. Relacionamentos devem ser simples e "leves".
    5-Saiba sempre que nessa vida chegamos sozinhos e vamos sozinhos, vc nao precisa de ngm para nada.
    6-Na dúvida se deve ou não fazer. Faça sempre.

    P.S.: Esse cara deveria ter um blog...

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  2. Discordo. Somos únicos sim. Não se trata só nos relacionamentos (mas ainda sim há essa possibilidade de sermos únicos e vice-versa é só querer escolher isso, saber se isso te faz realizado realmente: padrões, regras ou sentimentos verdadeiros isolados dos padrões? ou unidos a eles?), mas a individualidade humana é inquestionavel na minha opinião. Daí nasce o valor humano. Precisamos de sorte e bom senso pra perceber as unidades indivisíveis (pessoas) que queremos perto de nós. Os erros acontecem para que aprendamos a valorizar quem erra menos ou quem erra em níveis que no seu padrão de comportamento é aceitável, o compromisso da palavra por exemplo, pra isso é preciso confiar. Não tem jeito. Viver na dúvida é morrer.Exigir e dar fidelidade é algo possível. Os exemplos na sociedade são raros hj mas existem e se existem pq não pode ser = com vc? è um direito seu. abraço

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  3. Caraca tai outro que arrasa! Curto ele no face, o cara manda muito bem!

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  4. Afffff, to cansado de relacionamento, mas aí ótimo texto! Talvez eu ainda venha a namorar, mas agora não e com a pessoa certa, que nao se encontra em qualquer lugar. Adoro lá a pagina do charmoso esse cara ta de parabens.

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